26 de set de 2014

LUA




 Mesmo as imagens familiares têm um instante de nascimento.
Céus sem pássaros
são estranhos e fechados.
A noite fica à janela, ao luar,
e a cidade está mergulhada nas lágrimas dos grilos.

E ao ver que um caminho espera ainda um passante,
e a lua
em cima da baioneta do cipreste,
dizes: Deus, tudo isso ainda existe?
Pode-se ainda, em voz baixa, perguntar como estão passando?

A água das poças olha-nos e reflete-nos.
A árvore descansa
com seus brincos vermelhos.
Nunca, meu Deus, arrancarão de mim
o sofrimento dos teus grandes brinquedos.

Nathan Altermann (l.910)
in Poesia de Israel
Tradução: Cecília Meireles

Um comentário:

  1. Olá, Maria Madalena
    Procurando textos de Cecília, encontrei o teu blog. Simplesmente lindo!
    Por gostar tanto, me tornei sua seguidora.
    Te convido para conhecer o meu cantinho, quando desejar. Sua visita me deixará muito feliz! Luz e felicidade!
    Naurelita Maia
    http://educareeduc.blogspot.com.br

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