8 de out de 2009

TUMULTO



Tempestade. O desgrenhamento
Das ramagens ... O choro vão
Da água triste, do longo vento,
Vem morrer-me no coração.

A água triste cai como um sonho,
Sonho velho que se esqueceu ...
(quando virás, ó meu tristonho
Poeta, ó doce troveiro meu! ...)
.....................................................
E minha alma, sem luz nem tenda,
Passa errante, na noite má,
À procura de quem me entenda
E de quem me consolará ...


Cecília Meireles
In Nunca Mais e Poema dos poemas

2 comentários:

  1. Entre o Passado, onde estão nossas recordações e o Futuro, onde estão nossas esperanças, fica o Presente, onde está nosso dever. (Sueli Phigucci)

    Devido ao feriado e com a ilha e o hotel lotado nao pude estar presente no teu blogger, mais agora com tudo mais calmo vim te desejar uma linda semana com muito amor e carinho.
    Um grande abraço

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  2. Lindo, maravilha. Um cantinho sóde Cecília ...
    Convido a dar uma espiada em "FOI DESSE JEITO QUE EU OUVI DIZER.." ( o seu cantinho de leitura), em:
    http://www.silnunesprof.blogspot.com
    Terei sempre uma história para contar.
    Saudações Florestais !

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