30 de abr de 2009

Prelúdio


Que tempo seria,
ó sangue, ó flor,
em que se amaria
de amor.

Pérolas de espuma,
de espuma e sal.
Nunca mais nenhuma
igual.

Era mar e lua:
minha voz, mar.
Mas a tua... a tua,
– luar!

Coroa divina
que a própria luz
nunca mais tão fina
produz.

Que tempo seria,
ó sangue, ó flor,
em que se amaria
de amor!

Cecília Meirels
in Mar absoluto

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