17 de dez de 2009

Sombra



Os homens passam pelas ruas misteriosas...

Ouvi ecoarem na noite
A sua loucura e o seu pavor...

Os homens olharam para dentro
E viram mistérios...
Os homens olharam para fora
E viram mistérios...

E foram pelas ruas misteriosas
Debatendo-se como pensamentos
Presos em círculos negros...

Agosto, 1927



Cecília Meireles
In: Poesia Completa
Dispersos (1918-1964)

3 comentários:

  1. Tocante a sensibilidade de Cecília Meireles.
    Gosto muito da delicadeza da sua poesia.

    Obrigada!

    L.B.

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  2. Natal...
    É o mês de confraternização Agradecimento pela vida
    Bênçãos ao filho de DEUS
    União, amor, reflexão!

    Que o bom velhinho traga um saco cheinho de paz,
    harmonia, fraternidade
    Que o gesto de ternura se estenda de várias mãos
    Que ao som dos sinos
    O amor exploda em toda direção!

    FELIZ NATAL!
    UM ANO NOVO DE FÉ E SUCESSO!

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  3. Tal me fez Pessoa.




    É talvez o último dia da minha vida,
    Tida e sorvida de um único fôlego,
    É tal-e-qual ver no escuro, a vereda,
    Por e onde vou, e no quando, cá chego,


    Já, e de noite; eu relembro o dia,
    - Por ser o último - nem é tristo, nem contento,
    Dele que, de fugidia f’rida, invadia,
    Não tanto a carne, mais o espírito.


    E nem estrebucho, s’esse Tal me fez Pessoa,
    Temperado, quanto-baste, até que doa,
    Aí, no suspiro do ultimo ai m’apego.


    É ,talvez a mim que vim mentindo, por último,
    Em fim de dia; daqueles que mais lastimo,
    Se até no dizer, de resto sou Ingrato.

    Joel Matos
    Publicada por Jorge Manuel Mendes dos Santos

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